14/09/2009

Ensaio de "O Aprendiz"

No dia 13 de novembro de 1987 cheguei na Colônia Cinco Mil, na época dirigida pelos padrinhos Wilson Carneiro e Francisco Corrente. Foi com eles que tomei o meu primeiro Daime, num aniversário na colônia do Sargento Hermínio na Estrada de Porto Acre, onde na época o tio Chiquinho fazia plantios do Projeto Daime Eterno. Foi com eles que recebi meus primeiros hinos, e com eles que fui nomeado celebrante de um casamento embora nem tivesse na época estrela ou fardamento oficial. Com eles apresentei meu hinário em várias oportunidades em ensaios dominicais da Cinco Mil, sendo que em 1989 tive a presença de passar meu caderno a limpo, em uma choupana no Seringal Anajás, aos padrinhos Sebastião e Alfredo.

Este meu caderno, intitulado "O Pascoal", já em 1992 passava de cem hinos, e após muito estudo e depuração veio a ser concluído em 1999, excluindo alguns e acrescentando outros novos. Dedicado a ser cantado na Páscoa, no Domingo da Ressurreição em 1990, na capela da Fazenda São Sebastião, na Boca do Mapiá, recebi a instrução para que a abertura fosse com o hino 143 do Padrinho Sebastião, o que me foi devidamente autorizado pela Madrinha Rita, de modo que nas poucas vezes que tive chance de ensaiá-lo no Mapiá, foi sempre aberto com esse hino: "Eu te dei uma casa que não falta ninguém...".

Em 1994 eu deixei o Cefluris, mas continuei abrindo o hinário com esse hino do Padrinho Sebastião, como em um aniversário em que pude cantá-lo na casa do Senhor Valsírio, filho do Mestre, com a ilustre presença de Dona Cecília Gomes, sua esposa, e de Daniel Serra, Heloísa Gomes e Altina Serra. E são muitas as boas lembranças, desdobradas até a versão final cantada na Páscoa de 2004 em Cusco com o meu amigo Antarki.

Um novo caderno de hinos foi aberto por mim em 2003, e intitulado "O Aprendiz". Coloco-o na categoria de "hinos percebidos" pois alguns deles só sobreviveram por terem sido memorizados através de gravações, o que contraria o preceito que me foi passado desde os primeiros tempos através dos ensinos dos padrinhos Wilson e Nonato: todo hino autêntico tem que ser puxado da memória por seu receptor, dentro da força do Daime, para comprovar sua efetividade. Como me ensinou a Madrinha Percília, lembrando o hino "Mensageiro", de Maria Damião, todos nós vamos um dia se apresentar ao Mestre e os trabalhos a ele mostrar, por isso precisamos estar preparados para essa apresentação e ter em nosso buquê apenas flores verdadeiras, pois as artificiais podem resultar num estorvo e num esforço inglório.

Apresento portanto aos amigos leitores deste blog esses meus hinos (agora em gravação melhorada com o violão de George Washington e os trinares de Francisquinha), com sua abertura sendo o hino "Arco de Flores" da Madrinha Chiquinha do CECLU (Porto Velho) e seu encerramento o hino "Curumim" do "Nova Redenção" da Francisquinha que esperamos em breve publicar.

Para baixar as wma desses hinos, cliquem em:


"O Aprendiz" - completo

Em 1988, na Colônia Santa Maria, Padrinho Wilson com seu secretário Eduardo Bayer

6 comentários:

André disse...

Caro Irmão Eduardo Bayer, a tempo que prestigio o seu blog, e posto estas linhas para agradecer pelo trabalho desprendido. Estou baixando as mp3 de seu hinário, com a ceteza de serem primores, assim como os hinarios anteriores aqui postados. Desde já lhe deixo um forte abraço, desejando muita paz e muita luz no seu caminho.

André Luiz

Eduardo Bayer Neto disse...

Obrigado, André Luiz, desculpe é a precariedade da atual gravação mas espero em um futuro próximo poder disponibilizar esse hinário com o som dos violões, tá...
Abraço!

Anônimo disse...

O primeiro link do hinário está inválido.

Eduardo disse...

Agora reloaded em http://www.4shared.com/file/212697961/c9348c6b/APRENDIZ.html
(FORMATO WMA)

troimille disse...

Na seção do sidebar, "Nossos Links", você tem uma link obsoleta para meus hinos, sob o "Barry Matthew". A link correta é "http://paibeiramar.org/Hymns/". Você faria por favor esta mudança? Obrigado.

Igor disse...

Bela foto Eduardo, lembro bem dessa época aí lá na cinco mil.

Abraços,
Igor Lustosa.